Deuses & Deusas Celtas "E"

domingo, 9 de outubro de 2011

Elaine - Aspecto virginal da Deusa no panteão galês.

Epona - Seu nome significa "Grande Cavalo", sendo homenageada em Gales como deusa dos cavalos. Seus atributos incluíam ainda a fertilidade, maternidade, prosperidade, animais, cura e colheita.

Eriu/Erin - Filha do Dagda, Erin era uma das três rainhas dos Thuatha de Dannan da Irlanda.

Etain - Deusa equina e solar celta.

Deuses & Deusas Celtas "D"

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Dagda - No folclore irlandês, o Dagda era chamado de O Bom Deus, Grande Senhor, Pai dos Deuses e dos Homens, o Arquidruida, deus da magia, da terra. Rei Supremo dos Thuatha de Dannan, mestre de todos os ofícios, senhor de todos os conhecimentos. Teve vários filhos, entre eles, Brigit, Angus, Midir, Ogma e Bobd, O Vermelho. O Dagda tinha uma harpa de carvalho vivo que fazia com que as estações mudassem quando assim ordenasse. Deus dos magos e sacerdotes, senhor dos artesãos, da música e das curas.


Dama Branca - Conhecida em todos os países celtas, era identificada como Macha, Rainha dos Mortos, a forma idosa da Deusa. Simbolizava a morte e a destruição. Algumas lendas chamavam-na de Banshu, aquela que traz a morte.

Danu/Dana/Dannan - Principal Deusa Mãe dos irlandeses, às vezes identificada como Anu. Mãe dos Thuatha de Dannan, Povo de Dana, o Povo Mágico, descendentes dos deuses, que se escondeu com a chegada dos cristãos às terras celtas. Outro aspecto da Morrigu, Danu é a patrona dos feiticeiros, dos rios, águas, poços, prosperidade e abundância, da sabedoria e da magia.

Domnia - Padroeira celta dos menires e das pedras.

Druantia - "Rainha dos Druidas", deusa ligada à fertilidade, atividades sexuais, árvores, proteção, conhecimento e criatividade.

Dylan - Filho da Onda, Dylan era o deus do mar para os antigos galeses, sendo filho de Gwydion e Arianrhod. Seu símbolo era um peixe prateado.

Deuses & Deusas Celtas "C"

sábado, 1 de outubro de 2011

Caileach - Deusa celta da Terra e da Natureza, a Anciã ancestral da Escócia.

Carman - Deusa celta da guerra.

Cathubodua - Deusa celta da guerra que assumia a forma de corvo durante as batalhas.

Ceadda - Deusa celta das fontes.

Cernunnos - Deus Cornudo, Consorte da Grande Mãe, Deus da Natureza, Senhor do Mundo. Comumente representado por um homem sentado na posição de lótus, cabelo comprido e encaracolado, de barba, nú, usando apenas um torque ao pescoço, ou ainda por um homem de chifres, sendo, por isso, erroneamente comparado ao diabo dos cristãos. Os seus símbolos eram o veado, o carneiro, o touro e a serpente. Deus da virilidade, fertilidade, animais, amor físico, natureza, bosques, reencarnação, riqueza, comércio e dos guerreiros.

Cerridwen/Ceridwen/Caridwen - Deusa da Lua do panteão galês, sendo chamada de Grande Mãe e A Senhora. Deusa da Natureza, Cerridwen era esposa do gigante Tegid e mãe de uma linda donzela, Creiwy, e de um feio rapaz, Avagdu. Os bardos galeses chamavam a si mesmos de Cerddorion, filhos de Cerridwen. Há uma lenda que diz que o grande bardo Taliesin, druida da corte do Rei Arthur, nascera de Cerridwen e se tornara grande mago após tomar algumas gotas de uma poderosa poção de inspiração que Cerridwen preparava no seu caldeirão. Cerridwen é ainda a deusa da morte, fertilidade, regeneração, inspiração, magia, astrologia, ervas, poesia, encatamentos e conhecimentos.

Clidna - deusa celta da ondas do mar.

Cliodhna - Deusa celta da água, semelhante a Boann, Belisama, Sinann e Sulis.

Deuses & Deusas Celtas "B"

quinta-feira, 29 de setembro de 2011


Badb - Seu nome, que se pronuncia Baid, foi traduzido como Corvo de Batalha, ou Gralha Escaldada, que representaria o caldeirão da vida, conhecido em Gales como “Cauth Bodva”. Badb, deusa da guerra, é esposa de Net, também deus da guerra. Irmã de Macha, de Morrigu e de Anu. Aspecto maternal da Deusa Tríplice irlandesa. Associada ao caldeirão, aos corvos e às gralhas, Badb rege a vida, a sabedoria, a inspiração e a iluminação.

Banba - Deusa irlandesa que, juntamente com Fotia e Eriu, usava a magia para repelir os invasores.

Basihea - Deusa celta do céu, dos pássaros e das viagens.

Bel/Belenus/Belenos/Belimawr - Seu nome significa “brilhante”, sendo o Deus do Sol e do Fogo dos irlandeses. Belenos dá seu nome ao festival de Beltane, ou Beltain, festa de purificação e fertilidade comemorada em 31 de outubro. Belenos era ainda ligado à ciência, cura, fontes térmicas, fogo, sucesso, prosperidade, colheita e à vegetação.

Blathnat - Deusa celta da sexualidade e da morte.

Blodeuwedd - Seu nome foi traduzido como “flor branca”, sendo representada, muitas vezes, com um lírio branco nas cerimônias de iniciação celta de Gales. Criada por Math e Gwydion, o Druida, para ser esposa de Lleu, foi transformada em coruja por causa do seu adultério e da conspiração para a morte do marido. Aspecto virginal da Deusa Tríplice dos galeses, Blodeuwedd tinha por símbolo uma coruja. Seu domínio é o das flores, sabedoria, mistérios lunares e iniciações.

Boann/Boannan/Boyne - Deusa do rio Boyne, na Irlanda, mão de Angus Mac Og com o Dagda.

Bran - O abençoado. Bran era irmão do poderoso Manawydan Ap Llyr e de Branwen, sendo filho de Llyr, do folclore galês. Associado aos corvos, Bran é o deus das profecias, artes, chefes, guerra, Sol, música e escrita.

Branwen - Irmã de Bran e esposa do rei irlandês Matholwch. Vênus dos mares do norte, filha de Llyr, uma das três matriarcais da Grã-Bretanha. Brandem é chamada Dama do Lago, sendo a Deusa do amor e da beleza no panteão galês.

Brigit/Brid/Brigid/Brig - Seu nome significa “flecha de poder”. Brigit era filha do Dagda, sendo chamada A Poetisa. Outro aspecto de Danu, associada a Imbolc. Tinha uma ordem dedicada a ela, formada só por mulheres, em Kildare, na Irlanda, que se revezavam para manter o fogo sagrado sempre aceso. Deusa do fogo, fertilidade, lareira, todas as artes e ofícios femininos, artes marciais, curas, medicina, agricultura, inspiração, aprendizagem, poesia, adivinhação, profecia, criação de gado, amor, feitiçaria, ocultismo.

Deuses & Deusas Celtas "A"

quarta-feira, 28 de setembro de 2011


Ahes/Dahut - Deusa celta do amor e da sexualidade.

Ailim - Deusa celta do amor e da fertilidade.

Aima - A Grande Mãe celta da antiga Espanha, regente do céu e dos planetas, equivalente a Binah da Cabala.

Akurine - Deusa solar celta, regente do amor, da sexualidade, da natureza e da boa sorte.

Andraste - Deusa celta da guerra, “A Invencível”.

Angus Mac Og - Deus da juventude, do amor e da beleza na Irlanda Antiga. Um dos Tuatha de Dannan, Angus possuía uma harpa dourada que produzia música de irresistível doçura. Os seus beijos transformavam-se em pássaros que transportavam mensagens de amor.

Anu/Annan/Dana/Dannan - Deusa mãe da abundância, sendo a maior de todas as deusas do panteão irlandês. Aspecto virginal da Deusa Tríplice, formada com Badb e Macha, guardiã do gado e da saúde. Deusa da Fertilidade, da Prosperidade e do Conforto.

Aobh - Deusa celta do tempo, senhora da névoa.

Arawn - Regente do Inferno, o Submundo na tradição galesa. Representa a vingança, o terror, a guerra.

Arduinna - Deusa celta guardiã da floresta.

Arenmetia - Padroeira celta das águas curativas.

Argante - Deusa celta da saúde e da cura.

Arian - Deusa celta da abundância e do bem-estar.

Arianrhod - Seu nome significa Roda de Prata ou Grande Mãe Frutuosa. Arianrhod é a face Mãe da Deusa Tríplice para os povos de Gales. Honrada em especial na Lua Cheia, ela é a guardiã da Roda de Prata, símbolo do tempo e do karma. Senhora da Reencarnação.

Buril

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O buril é um ferro de gravar usado por muitos bruxos e magos para marcar ritualisticamente nomes sagrados, números, runas e vários símbolos mágicos e astrológicos em seus punhais, espadas, sinos de latão do altar, joalheria metálica e outras ferramentas de magia.

Vassoura

"E lá vamos nós.... não não é essa; e lá vamos nós....."

A vassoura é o símbolo do magistério feminino e das forças purificadoras da natureza. Até hoje é costume "limpar" as energias negativas de uma casa varrendo-as para fora com uma vassoura desenhada com símbolos mágicos (pentagrama, círculo, taça, espada). Você pode fazer sua vassoura usando galhos, folhas e ervas secas amarradas em um galho maior, pode até enfeita-la com um laço de cetim na cor que você gostar.

Espada Cerimonial

A espada cerimonial representa o elemento fogo e é simbolo da força do bruxo. Em certas tradições wiccanas, a espada cerimonial é usada no lugar do áthame pela Alta Sacerdotisa do coven, para traçar ou apagar um círculo. A espada, como o áthame, pode também ser usada para controlar e banir espíritos elementais e para guardar e direcionar a energia durante os rituais.

Espelho Mágico

Espelho, espelho meu, tem alg......er *cof cof* foi mal gente, me empolguei ^^'
Esta é uma antiga prática irlandesa muito utilizada pelos camponeses. Pegue um espelho e unte-o com uma mistura de sal e limão. Aguarde uma noite de Lua Crescente e "aprisione-a" no espelho (refletindo nele sua imagem ^^). Seu espelho estará magnetizado, sempre que quiser peça para que a Luz, que agora mora entro dele, ilumine seus caminhos.

Colher de Pau

A colher de pau da cozinha pode transformar-se num potente instrumento mágico. Escolha uma colher nova e passe-a 9 vezes pelo fogo. Depois, mergulhe-a na água e por fim jogue sobre ela três pitadas de sal (pode parecer apetitoso, mas não tem comê-la, hihihi, brincadeirinha, foi só pra descontrair). Use-a normalmente na cozinha, impregnando seus alimentos com amor. E não pense duas vezes antes de usá-la como "varinha de condão".

Cálice

O cálice (também conhecido como taça ou vaso sagrado) representa o elemento água e é usado no altar durante os rituais.
Normalmente eu uso para colocar vinho em algumas celebrações, mas é mais aconselhável deixa-lo só para colocar água e ter outra taça para beber seu vinho. Não há muito o que dizer sobre o cálice, é apenas o que já foi dito, não tem tanto significado como no cristianismo.

Caldeirão

"Ebaaaaaa, chego a parte que eu mais gosto ^^"

O caldeirão é um pequeno pote escuro de ferro fundido que combina simbolicamente as influências dos quatro antigos e místicos elementos e que representa o ventre divino da Deusa Mãe, sendo utilizado pelos bruxos para vários propósitos como ferver poções, queimar incenso e ervas, guardar carvão, flores, ervas e outros elementos mágicos. O caldeirão pode ser usado também como instrumento para divinação - muitos bruxos enchem seu caldeirão com água na noite de Samhain e os utilizam como espelho mágico para olhar o futuro ou o passado.

Vareta

segunda-feira, 26 de setembro de 2011



A vareta (também conhecida como Bastão de Fogo) é um bastão fino de madeira, feito de um galho de árvore. Representa o antigo e místico elemento fogo, é símbolo de força, de vontade e de poder mágico do bruxo que o possui. A vareta, de acordo com vários compêndios (dic: tratado sucinto ou resumido sobre dada ciência ou disciplina) de magia, deve ter aproximadamente 50 cm de comprimento. É usada para invocar salamandras em determinados tipos de rituais, traçar círculos, desenhar símbolos mágicos, direcionar a energia e mexer bebidas no caldeirão. Varetas de freixo são usadas em ritos de cura, as de sabugueiro para consagração e banimentos, as de acácia e aveleira para todos os tipos de magia. As de carvalho servem para magia druídica e solar. Em magias lunares para invocar a Deusa, magia de desejo e ritos de cura usamos varetas de salgueiro e sorveira.

Boline

domingo, 25 de setembro de 2011

O boline  é uma faca com o cabo branco (tá bom, tá mais pra foice do que pra faca, mas foi assim que eu aprendi). Ele é utilizado na colheita de ervas, na construção de talismãs e amuletos mágicos. É um instrumento opcional, visto que muitos bruxos usam o áthame para desempenhar a função de colher as ervas e construir talismãs. No meu caso eu prefiro ter ambos, tanto o áthame quanto o boline, pois é bom  você não misturar as coisas, porque, você deve saber muito bem, que todo e qualquer instrumento magico agrega a energia do rito ou local, agora imagina se você faz um exorcismo de energias negativas, confusas e tumultuadas, esquece de fazer a limpeza mágica do seu áthame e vai colher suas plantinhas! De fato que logo elas estarão completamente murchas, já que plantas são muito sensíveis a toda e qualquer energia do local (sim sua plantinha preferida pode ter morrido porque o local estava lotado de energia negativa).

Punhal ou Áthame

O punhal é uma faca ritualistica com cabo preto e lamina de fio duplo, gravado ou cunhado com vários símbolos mágicos e astrológicos, isso tradicionalmente, o seu pode ser do jeitinho que você quiser, afinal de contas a magia é sua e você a faz do modo que você bem entender, dentro das leis, claro. Representa o antigo e mistico elemento ar, simbolo da força da vida, e é usado pelos bruxos para traçar círculos, exorcizar o mal e as forças negativas, controlar e banir os espíritos elementais, guardar e direcionar a energia durante os rituais. Utiliza-se o punhal com o cabo branco (boline) somente para cortar varetas, colher ervas para magia ou para cura, esculpir a tradicional lanterna de Samhain (sim aquela do Halloween, JackO'lantern) e gravar runas e outros símbolos mágicos em velas e talismãs.

Livro das Sombras

sábado, 24 de setembro de 2011


Calma, não é nada disso que você está pensando, ninguém vai evocar coisa ruim aqui hehehehehe........ O livro das sombras, ou livro negro, é o diário secreto no qual o bruxo registra seus encantamentos, invocações, rituais, sonhos, receitas de varias poções pessoais e outros assuntos (sim esse blog é como um livro das sombras, só que aberto ao publico ^^). Um livro desse tipo pode ser mantido por um indivíduo em separado ou por todo coven (nesse caso eu prefiro ter o meu próprio livro das sombras, livro negro, ou se achar melhor dizer "Grimoire" e deixar um livro ata para  o coven, você não é obrigado a dividir todo seu conhecimento adquirido ao longo do tempo com os outros. Ai você me pergunta: então porque raios você está fazendo esse blog e dividindo seu conhecimento conosco? A resposta é simples: eu passo um conhecimento básico, para que você se guie, não vou dar tudo de mão beijada, ou você acha que meu Grimoire está todo aqui? Nem 1%!!!!! ^^) Quando ocorre a morte de um bruxo (causa naturais tá, ninguém aqui tá tentando matar ninguém ok), o livro das sombras pode ser passado para seus filhos e netos, mantido pela Alta Sacerdotisa e pelo Alto Sacerdote do coven (se o bruxo for membro de um deles no momento de sua morte) ou queimado para proteger os segredos da arte (prefiro a primeira opção, queimar papel é ecologicamente incorreto). Qualquer que seja a decisão tomada, ela naturalmente depende dos costumes daquela tradição wiccana ou da vontade pessoal do bruxo.

Sino


O sino de cristal ou de latão é frequentemente usado pelos bruxos para sinalizar o início e fechamento de um ritual ou Sabbath, para invocar um espírito ou deidade em particular e para despertar os membros do Coven que estão em meditação. Os sinos são tocados também em vários ritos funerários wiccanos para abençoar a alma do bruxo que cruzou o reino dos mortos.

Chave Mágica

Para fazer uma chave mágica recorra aos materiais que a Natureza oferece, como gravetos, folhas, etc. Faça a chave mais bonita que puder. Com ela você será capaz e abrir todas as portas. Pendure-a na entrada do seu quarto; sempre que tiver um desejo profundo, pegue-a em sua mão e com sua imaginação abra a porta que esconde seus desejos.
Desculpem por passar mais um longo período de tempo longe daqui . Mas todos nós temos uma vida fora de internet né (a minha, diga-se de passagem tá bem enrolada nesses tempos). Volto hoje a publicar mais coisas e já aproveito para terminar de falar sobre os instrumentos mágicos.
Se precisarem falar comigo diretamente ou quiserem tirar duvida de algo ou fazer algum pedido é só mandar um e-mail pra mim: manualdapequenabruxa@hotmail.com
Prometo responder a todos com muito carinho.
Mil beijos da Aya

Pentáculo

segunda-feira, 25 de julho de 2011


O Pentáculo é normalmente um disco, um prato de metal ou madeira com a figura de Pentagrama dentro de um círculo. Ele é usado para consagrar várias outras ferramentas. É também utilizado como um ponto focal de concentração. É associado ao elemento Terra e seu ponto cardeal. Alguns Bruxos usam um Pentáculo para invocar qualquer elemento da Natureza. Você poderia fazer seu próprio Pentáculo com argila ou com uma pedra, pintando o símbolo do Pentagrama sobre o material escolhido. Ele é utilizado para consagrar ervas e para carregar magicamente um talismã ou qualquer instrumento que precise de uma dose de energia extra, e é utilizado também para proteção. Representa a ligação do Bruxo com os Deuses.

O Altar

Sempre que possível, uma bruxa deve ter seu Altar, que deverá ser seu ponto de ligação com os Deuses. Não precisa ser nada complicado ou luxuoso. Tradicionalmente, ele deve ficar ao Norte. Uma vela preta é colocada a Oeste simbolizando a Deusa, e uma vela branca a Leste para o Deus. No Altar devem estar o Cálice e o Athame, o Pentagrama, a Varinha e outros objetos utilizados nos rituais. Também é comum se colocarem símbolos para os Quatro Elementos, como uma pena para o Ar, uma planta para a Terra, uma vela vermelha para o Fogo, e , logicamente, água para o mesmo elemento. Muitas pessoas colocam símbolos para a Deusa e o Deus, como uma concha e um chifre, ou mesmo estátuas e gravuras dos Deuses. Deve ser criativo, pois o Altar é o "um espaço pessoal", onde  deve ser colocado amor. Se, por algum motivo, não for possível montar um altar, pode ser um espaço na sua imaginação, pois o verdadeiro Templo está dentro de você, ou vá para a Natureza e faça dela o mais lindo de todos os santuários.

Mabon - Roda Sul 20 de Março - Roda Norte 22 de Setembro





É também conhecido como Equinócio de Outono ou Lar da Colheita ou Festival da Segunda Colheita. 
Ocorre entre o Lughnasadh e o Samhain, marca o início do outono, dia santo pagão de descanso da colheita e comemoração, uma época de agradecimento aos Deuses por tudo o que foi colhido e caçado. É uma época de equilíbrio, onde o dia e a noite têm a mesma duração.
Este é o dia de ação de graças do paganismo. Data onde os pagãos honram o Deus em seu aspecto de semente e a Grande Mãe em seu aspecto de Provedora.
O nome Mabon veio de Angus, o Deus do Amor. Esta é a ocasião ideal para pedirmos por todos aqueles que amamos, além de todos os que estão doentes ou velhos.
É tradição reunir os amigos para um jantar, a fim de celebrar a fartura e comemorar as conquistas.
Também é costume retirar um tempo para dar uma atenção à sua casa, como consertar objetos estragados, restabelecer os estoques ou simplesmente fazer uma faxina. É comum em algumas tradições realizar uma bênção na casa no dia de Mabon.
As noites já começaram a ficar mais longas, desde o Solstício de Verão; aproxima-se a época da partida do Deus para a Terra do Verão, deixando a sua própria semente no ventre da Deusa, de onde renascerá (mantendo o eterno ciclo do nascer-morrer-renascer).

Plantas e frutos: Flores de acácia, benjoim, madressilva, malmequer, mirra, folhas e cascas de carvalho.
Comidas típicas: Maçãs, nozes, castanhas, amêndoas, milho, amoras pretas, jabuticabas, cravo, além de pães, tortas e outros pratos feitos a partir dos frutos da estação.
Bebidas típicas: Vinhos, cervejas, sidras, além de sucos e outras bebidas preparadas a partir dos frutos da estação (em especial a maçã).
Incensos: cravo, patchouli, mirra, maçã, benjoim e sálvia.
Cores: marrom, verde, laranja e amarela. (Cores outonais no geral).
Pedras: cornalina, lápis-lázuli, safira e ágata amarela.

Retornando

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Desculpem esse tempo ausente, tive alguns problemas de cunho familiar e alguns probleminhas de Internet, mas estou de volta, então, como eu não tinha nada programado para hoje, vou deixar a vocês um pequeno texto, que talvez vocês gostem ^^

"O Credo das Bruxas"
Ouça agora a Palavra das Bruxas,
os segredos que na noite escondemos,
Quando a obscuridade era caminho e destino,
E que agora à luz nós trazemos.

Conhecendo a essência profunda,
dos mistérios da Água e do Fogo,
E da Terra e do Ar que circunda,
manteve silêncio nosso povo.

O eterno renascimento da Natureza,
a passagem do Inverno e da Primavera,
Compartilhamos com o Universo da vida,
que num Círculo Mágico se alegra.

Quatro vezes somos vistas,
no retorno dos grandes Sabbaths,
No antigo Halloween e em Beltane,
ou dançando em Imbolc ou Lammas.

Dias e noites em tempos iguais vão estar,
ou o Sol bem mais perto ou longe de nós,
Quando, mais uma vez, Bruxas a festejar,
Óstara, Mabon, Litha ou Yule saudar.

Treze luas de prata cada ano tem,
e treze são os Covens também,
Treze vezes a dançar nos Esbaths com alegria,
para saudar cada precioso ano e dia.

De um século à outro persiste o poder,
que através das eras tem sido levado,
Transmitido sempre entre homem e mulher,
desde o princípio de todo passado.

Quando o círculo mágico for desenhado,
do poder conferido a algum instrumento,
Seu compasso será a união entre os mundos,
na terra das sombras daquele momento.

O mundo comum não deve saber,
e o mundo do além também não dirá,
Que o maior dos Deuses se faz conhecer,
e a grande Magia ali se realizará.

Na natureza são dois os poderes,
com formas e forças sagradas,
Nesse templo são dois os pilares,
que protegem e guardam a entrada.

E fazer o que queres será o desafio,
como amar um amor que a ninguém vá magoar,
Essa única regra seguimos a fio,
para a Magia dos antigos se manifestar.

Oito palavras o Credo das Bruxas ensina:
"Sem prejudicar a ninguém, faça o que você deseja!"

Lammas - Roda Sul 2 de Fevereiro - Roda Norte 1º de Agosto

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Conhecido como Lughnasadh, Véspera de Agosto e Primeiro Festival da Colheita, Lammas é o Festival da Colheita. Nesse Sabbath (que marca o início da estação da colheita e é dedicado ao pãp), os bruxos agradecem aos deuses pela colheita com várias oferendas às deidades para assegurar a continuação da fertilidade da terra, e honram o aspecto da fertilidade da união sagrada da Deusa e do Deus.
Lammas era originalmente celebrado pelos antigos sacerdotes druídas como o festival de Lughnasadh. Nesse dia sagrado, eles realizavam rituais de proteção e homenageavam Lugh, o deus celta do sol.
A confecção de bonecas de milho (pequenas figuras feitas com palha trançada) é um antigo costume pagão realizado por muitos bruxos modernos como parte do rito de Lammas. As bonecas (ou bebês da colheita, como são chamadas algumas vezes) são colocadas no altar do Sabbath para simbolizar a Deusa Mãe da Colheita. É costume, em cada Lammas, fazer (ou comprar) uma nova boneca de milho e queimar a anterior (do ano passado) para dar boa sorte.
Os alimentos pagãos tradicionais de Lammas são pães caseiros (trigo, aveia e, especialmente, milho), bolos de cevada, nozes, cerejas silvestres, maçãs, arroz, cordeiro assado, tortas de cereja, vinho de sabugueiro, cerveja e chá de olmo.
Incensos: aloé, rosa e sândalo.
Cores das velas: laranja e amarela.
Pedras preciosas sagradas: aventurina, citrino, peridoto e sardônia.
Ervas ritualísticas tradicionais: flores de acácia, aloé, talo de milho, ciclame, feno grego, olíbano, urze, malva-rosa, murta, folhas do carvalho, girassol e trigo.

Litha - Roda Sul 21 de Dezembro - Roda Norte 21 de Julho (aproximadamente)

O Solstício do Verão (ou Meio do Verão, Alban Hefin ou Litha), também conhecido como Dia de São João, na Europa, marca do dia mais longo do ano, quando o Sol está no seu zênite. Para os bruxos e os pagãos, esse dia sagrado simboliza o poder do Sol, que marca um importante ponto decisivo da Grande Roda Solar do Ano, pois, após o Solstício do Verão, os dias se tornam visivelmente mais curtos.
Em certas tradições wiccanas, o Solstício do Verão simboliza o término do reinado do ano crescente do Deus Carvalho, que é, então, substituído pelo seu sucessor, o Deus Azevinho do ano decrescente. (O Deus Azevinho reinará até o Sabbath do Inverno do Natal, o dia mais curto do ano.)
O Solstício do Verão é uma época tradicional, em que os Bruxos colhem as ervas mágicas para encantamentos e poções, pois acredita-se que o poder inato das ervas é mais forte nesse dia. É o momento ideal para as divinações, os rituais de cura e o corte de varinhas divinas e dos bastões. Todas as formas de magia (especialmente as do amor) são também extremamente potentes na véspera do Solstício do Verão, e acredita-se que aquilo que for sonhado nessa noite se tornará verdade para quem sonhar.
Os alimentos pagãos tradicionais do Solstício de Verão são vegetais frescos, frutas do verão, pão de centeio integral, cerveja e hidromel.

Incensos: olibano, limão, mirra, pinho, rosa e glicínia.
Cores das velas: verde, azul.
Pedras preciosas sagradas: todas as pedras verdes, especialmente a esmeralda e o jade.
Ervas ritualísticas tradicionais: camomila, cinco-folhas, sabugueiro, funcho, cânhamo, espera, lavanda, feto masculino, artemísia, pinho, rosas, erva-de-são-joão, tomilho selvagem, glicínia e verbena.

Beltane - Roda Sul 31 de outubro - Roda Norte 1º de Maio

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Também conhecido como Dia 1º de Maio, Dia da Cruz, Rudemas e Walpurgisnacht, o Sabbath Beltane é derivado do antigo Festival Druída do Fogo, que celebrava a união da Deusa ao seu consorte, o Deus, sendo também um festival de fertilidade. Na Religião Antiga, a palavra "fertilidade" significa o desejo de produzir mais nas fazendas e nos campos e não a atividade erótica por si só.
Beltane celebra também o retorno do sol (ou Deus Sol), e é um dos poucos festivais pagãos que sobreviveram da época pré-cristã até hoje e, em sua maior parte, na forma original.
No dia de Beltane o sol está astrológicamente no signo de Tauros, o Touro, que marca a "morte" do Inverno, o "nascimento" da Primavera e o começo da estação de plantio. Beltane inicia-se, acendendo-se, segundo a tradição, fogueiras de Beltane ao nascer da Lua na véspera de 1º de maio (roda norte) para iluminar o caminho para o Verão. Realiza-se o ritual em honra à Deusa e ao Deus, seguido da celebração da Natureza, que consiste de banquetes, antigos jogos pagãos, leitura de poesias e canto de canções sagradas. São realizadas varias oferendas aos espíritos elementais, e os bruxos dançam de maneira muito alegre, no sentido destrógiro, em torno do Mastro (símbolo fálico da fertilidade). A alegria e o divertimento costumam estender-se até as primeiras horas da manhã, e , ao amanhecer, o orvalho é coletado das flores e da grama para ser usado em poções místicas de boa sorte.
Os alimentos pagãos tradicionais de Beltane são frutas vermelhas, saladas de ervas, ponche de vinho rosado ou tinto e bolos redondos de aveia ou cevada, conhecidos como bolos de Beltane. Na época dos antigos druídas, os bolos de Beltane eram divididos em porções iguais, retirados em lotes e consumidos como parte do rito. Antes da cerimônia, uma porção do bolo era escurecida com carvão, e o infeliz que a retirava era chamado de "bruxo de Beltane", e tornava-se a vítima sacrifical a ser atirada na fogueira ardente.
Nas Terras Altas da Escócia, os bolos de Beltane são usados para adivinhação, sendo atirados pedaços deles na fogueira como oferenda aos espíritos e deidades protetoras.
Incensos: olibano, lilás e rosa.
Cores das velas: verde escuro..
Pedras preciosas sagradas: esmeralda, cornalina laranja, safira, quartzo rosa.
Ervas ritualísticas tradicionais: amêndoa, angélica, freixo, campainha, cinco-folhas, margarida, olíbano, espinheiro, hera, lilás, malmequer, barba-de-bode, prímula, rosas, raiz satyrion, aspérula e primaveras amarelas.

Receitas para Litha

terça-feira, 21 de junho de 2011

Hidromel

-1 litro de chá mate
-1 limão grande
-1/2 copo de mel
Enquanto o chá estiver quente, adcionar algumas lascas de limão. Deixar esfriar e coar. Adcionar o mel e o suco de limão. Colocar gelo à vontade. è saudável e mata a sede.


Sanduíches do Céu Ensolarado

- 4 pão francês
- 4 fatias de presunto
- Manteiga ou margarina amolecida
- 4 fatias de salame
- Várias folhas de alface
- 2 ovos cozidos, cortados
- 4 fatias de queijo chedar
Monte os sanduíches e corte-os ao meio. Pode -se encrementar com molho para salada francesa.

Receitas para Yule

Ponche Quente com Especiarias

- 3 colheres (sopa) de cravos inteiros
- duas laranjas pequenas
- 2 litros de suco de maçã
- 2 paus de canela
- 1 chavena e meia de rum
Pré aqueça o forno a 175ºC. Espete os crabos inteiros nas laranjas por todos os lados e coloque num recipiente de ir ao forno. Leve ao forno durante 45 minutos.
Aqueça o suco de maçã com os paus de canela numa panela grande. Pique as laranjas quentes com um garfo.
Coloque as laranjas numa saladeira ou recipiente próprio para ponche, deite o suco de maçã quente sobre elas e junto e rum.
Sirva quente.


Kleinur de Yule (biscoitos de raio de sol)

- 900g de farinha de trigo
- 240g de açúcar branco
- 60g de margarina
- 1 colher (chá) de essencia de baunilha
- 1/2 colher (chá) de soda (para alimentos)
- 5 colheres (chá) de fermento para bolo
- 1/2 litro de leite
- 1 ovo
Bata a margarina e a farinha misturando aos outros ingredientes. Faça um monte na massa, cave um buraco no meio e misture o leite de forma que a massa fique homogenea. Misture bem até que fique uma massa lisa, sem caroços. Deixe a massa descansar por duas horas e estique-a com o rolo de macarrão. Corte em diamentes e faça um canal no meio dos biscoitos, bem de leve, só para decorar. Se quiser pincelar com gema de ovo, só para dar um tom dourado, ficará bem bonito. Unte a assadeira e leve ao forno até assar por completo.

Hoje é dia de...

Yule, para quem segue a Roda Sul, e Litha, para quem segue a Roda Norte. Por isso, hoje postarei rituais para esses dois Sabbaths, espero que gostem e um Feliz Yule/Litha para vcs.

Ritual de Litha

Monte um altar ou coloque uma pedra grande e achatada no centro do pentagrama voltada para o norte, como um altar, e, sobre ela, uma estátua representando a Deusa. Em cada lado dela, acenda uma vela branca de altar. No ponto cardeal correspondente ao Ar, coloque um sino de latão, consagrado, e um incensório de olíbano com incenso de mirra. No ponto cardeal correspondente à Água, coloque um cálice com vinho, um pequeno prato com sal e uma pequena tigela com água (preferivelmente água fresca da chuva).
Abençoe o vinho, cobrindo o cálice com as palmas das mãos, enquanto diz: EU CONSAGRO E ABENÇÔO ESTE VINHO SOB O NOME DIVINO DA DEUSA. Salpique um pouco de sal e algumas gotas de água sobre o sino de latão, para abençoá-lo, e diga: COM SAL E ÁGUA EU CONSAGRO E ABENÇÔO ESTE SINO SOB O NOME DIVINO DA DEUSA. ABENÇOADO SEJA.
Acenda o olíbano e a mirra. Levante os braços para o céu, feche os olhos e preencha a sua mente com pensamentos e visões agradáveis da Deusa Mãe, enquanto diz: OH, ABENÇOADA MÃE TERRA, DEUSA-VENTRE, CRIADORA DE TUDO, A TI É CONSAGRADO ESTE CÍRCULO SAGRADO. EM TEU NOME SAGRADO E SOB A TUA PROTEÇÃO INICIA-SE ESTE RITUAL DO SABBAT.
Faça soar o sino três vezes e invoque: ESPÍRITO FEMININO SAGRADO DO AR, VIRGEM DO FOGO, BELA E FORMOSA, MÃE TERRA, DOADORA DE VIDAS, ANCIÃ DA ÁGUA, SEM IDADE E SÁBIA, EU INVOCO A TUA DIVINA IMAGEM. Coloque o sino de volta no altar de pedra e, então, com ambas as mãos. Leve o cálice de vinho aos lábios. Beba um pouco dele e derrame o restante no centro do pentagrama, como libação à Deusa, enquanto diz: EU DERRAMO ESTE VINHO ABENÇOADO COMO UMA OFERENDA A TI, OH GRACIOSA DEUSA DO AMOR, DA FERTILIDADE E DA VIDA.
Coloque o cálice vazio de volta no altar. Novamente faça soar o sino três vezes e diga: COM O SOL NO SEU ZÊNITE EU REALIZO ESTE RITUAL DO SOLSTÍCIO EM HONRA A TI, OH GRANDE DEUSA. E EM TEU SAGRADO NOME EU AGORA DOU GRAÇAS. À MEDIDA QUE OS DIAS BRILHANTES COMEÇAM A ENFRAQUECER O TEU AMOR DIVINO E OS TEUS PODERES DE CURA CRESCEM MAIS FORTES.
Ajoelhe-se diante do altar. Ofereça mais incenso. Faça soar o sino em honra à Deusa e, então, diga em voz alta e em tom alegre: ABENÇOADA SEJA A DEUSA! ABENÇOADA SEJA A DEUSA! A DEUSA É VIDA. A DEUSA É AMOR, ELA FAZ GIRAR A GRANDE RODA SOLAR QUE MUDA AS ESTAÇÕES E TRAZ NOVA VIDA PARA O MUNDO. ABENÇOADA SEJA A DEUSA! ABENÇOADA SEJA A DEUSA! A DEUSA É A LUA E AS ESTRELAS. A DEUSA É O CICLO DAS ESTAÇÕES. ELA É A VIDA, ELA É A MORTE, ELA É O RENASCIMENTO. ELA É O DIA, ELA É A NOITE, ELA É A ESCURIDÃO, ELA É A LUZ, ELA É TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES. ASSIM SEJA.
O Ritual do Solstício do Verão deve ser seguido de um banquete de alegria e do canto feliz de músicas folclóricas mágicas pagãs e/ou da recitação de poesia inspirada na Deusa. O Solstício do Verão é o momento tradicionalmente propício à colheita de ervas mágicas para encantamentos e poções (especialmente as da magia do amor). é também o tempo ideal para realizar divinações e rituais de cura, e para cortar varetas e bastões de divinação.
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Ritual do Sabbat Yule

Comece erguendo um altar voltado para o norte. Em torno dele, trace um círculo com cerca de 3m de diâmetro, usando giz ou tinta branca. Decore o altar com azevinho, visco ou qualquer outra erva sagrada para este Sabbat.
Coloque uma vela de altar branca no centro do altar. à sua esquerda coloque um cálice com vinho tinto ou sidra e um incensório. Qualquer uma das seguintes fragrâncias de incenso é apropriada para esse ritual: louro, cedro, pinho ou alecrim. à direita da vela coloque um punhal consagrado e um prato com sal. Por trás do altar, um galho de carvalho de Natal com 13 velas vermelhas e verdes enfeitando-o.
Pegue o punhal com a mão direita e tire um pouco de sal com a ponta da lâmina. Deixe-o cair no círculo. Repita três vezes e diga: ABENçOADO SEJA ESTE CíRCULO SAGRADO DO SABBAT EM NOME DO GRANDE DEUS. O SENHOR DIVINO DAS TREVAS E DA LUZ, O DEUS DA MORTE E DE TODAS AS COISAS DO ALéM, ABENçOADO SEJA ESTE CíRCULO SABRADO DO SABBAT EM SEU NOME.
Coloque o punhal de volta em seu lugar no altar. Após acender o incenso e a vela, mais uma vez pegue o punhal com a mão direta. Mergulhe a lâmina no cálice e diga: OH GRANDE DEUSA, MãE TERRA DE TODAS AS COISAS VIVAS, NóS NOS DESPEDIMOS, POIS VAMOS DESCANSAR. ABENçOADO SEJA! E NóS TE DAMOS AS BOAS-VINDAS, OH GRANDES DEUS DA CAçA, PAI TERRA DE TODAS AS COISAS VIVAS. ABENçOADO SEJA! áGUA, AR, FOGO, TERRA, NóS CELEBRAMOS O RENASCIMENTO DO SOL. NESTA NOITE ESCURA, A MAIS LONGA, ACENDEMOS O LUME DAS VELAS SAGRADAS.
Coloque o punhal de volta no altar. Pegue o cálice com ambas as mãos e, enquanto o leva aos lábios, diga: BEBO ESTE VINHO EM HONRA A TI, OH DEUS DE TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES. AGRADECEMOS A TI PELA LUZ DO SOL. SALVE, OH GRANDE CORNíFERO!
Beba o vinho e coloque o cálice no seu lugar no altar. Acenda as 13 velas no ramo da árvore de Natal e encerre o Ritual do Solstício de Inverno, dizendo: O FOGO DO RAMO SAGRADO DO NATAL ARDE, A GRANDE RODA SOLAR GIRA MAIS UMA VEZ. QUE ASSIM SEJA!
Celebre, com alegria, num banquete com a família e os amigos até que a última vela da árvore se apague.

Óstara - Roda Sul 20 de Setembro - Roda Norte 20 de Março (aproximadamente)

segunda-feira, 20 de junho de 2011


O Sabbath do Equinócio da Primavera, também conhecido como Sabbath do Equinócio Vernal, Festival das Árvores, Alban Eilir, Ostara e Rito de Eostre, é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na Terra. Nesse dia sagrado, os Bruxos acendem fogueiras novas ao nascer do sol, se rejubilam, tocam sinos e decoram ovos cozidos - um antigo costume pagão associado à Deusa da Fertilidade.
Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos de fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos do Equinócio da Primavera de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-os em rituais para honrar o Deus Sol.
Os aspectos da Deusa invocado nesse Sabbath são Eostre (a deusa saxônica da fertilidade) e Ostara (a deusa alemã da fertilidade). Em algumas tradições wicanianas, as deidades da fertilidade adoradas nesse dia são a Deusa das Plantas e o Senhor das Matas.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbath do Equinócio da Primavera são os ovos cozidos, os bolos de mel, as primeiras frutas da estação em ponche de leite. Na Suécia, os "waffles" eram o prato tradicional da época.
Incensos: violeta africana, jasmim, rosa, sálvia e morango.
Cores das velas: dourada, verde e amarela.
Pedras preciosas sagradas: ametista, água-marinha, hematita e jaspe vermelho.
Ervas ritualísticas tradicionais: bolota, quelidônia, cinco-folhas, crocus, narciso, corniso, lírio-da-páscoa, madressilva, íris, jasmim, rosa, morango, atanásia e violetas.

Imbolc - Roda Sul 1º de Agosto - Roda Norte 21 de Fevereiro

domingo, 19 de junho de 2011


Também conhecido como Candlemas, Oilmelc e Dia da Senhora, Imbolc é o Festival do Fogo, que celebra a chegada da primavera. O aspecto invocado da Deusa nesse Sabbath é o de Briggid, a deusa celta do fogo, da sabedoria, da poesia e das fontes sagradas. Ela também é deidade associada à profecia, à divinação e à cura.
Esse Sabbath representa também novos começos e o crescimento individual, sendo o "afastamento do antigo" simbolizado pela varredura do círculo com uma vassoura, ou vassoura de bruxa.
Na Europa, o Sabbath Imbolc era celebrado nos tempos antigos com uma procissão à luz de archotes para purificar e fertilizar os campos antes da estação do plantio das sementes e para glorificar as vária deidades e os espíritos associados a esse aspecto, agradecendo-lhes.
Incensos: manjericão, mirra e glicínia.
Cores das velas: marrom, rosa e vermelho.
Pedras preciosas sagradas: ametista, granada, ônix e turquesa.
Ervas ritualísticas tradicionais: angélica, manjericão, louro, benjoim, quelidônia, urze, mirra e todas as flores amarelas.

Yule - Roda Sul 21 de junho - Roda Norte 21 de Dezembro (aproximadamente)


Também conhecido como Natal, Ritual de inverno, Meio de Inverno, Yule e Alban Arthan, o Sabbath do Solstício de Inverno é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão diminuir, é o festival do renascimento do sol e o tempo de glorificar o Deus (o aspecto do Deus invocado nesse Sabbath por certas tradições wiccanianas é Frey, o deus escandinavo da fertilidade, deidade associada à paz e à prosperidade). São também celebrados o amor, a união da família e as realizações do ano que passou.
Nesse Sabbath os Bruxos dão adeus à Grande Mãe e bendizem o Deus renascido que governa a "metade escura do ano". Nos tempos antigos, o Solstício de Inverno correspondia a Satrunália romana, a ritos de fertilidade pagãos e a vários ritos de adoração ao sol.
Colocar bolos nos galhos das macieiras mais velhas do pomar e derramar cidra como uma libação consístia num antigo costume pagão da época do Natal praticado na Inglaterra e conhecido como "beber à saúde das árvores do pomar". Diz a lenda que a cidra era um substituto do sangue humano ou animal oferecido nos tempos primitivos como parte de um rito de fertilidade do Solstício de Inverno. Após oferecer um brinde a mais saudável das macieiras e agradecer a ela por produzir frutos, os fazendeiros ordenavam às árvores que continuassem a produzir abundantemente.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbath do Solstício de Inverno são o peru assado, nozes, bolos de frutas, bolos redondos de alcaravia, gemada e vinho quente com especiárias.
Incensos: louro, cedro, pinho e alecrim.
Cores das velas: dourada, verde, vermelha e branca.
Pedras preciosas sagradas: olho-de-gato e rubi.
Ervas ritualísticas tradicionais: louro, fruto do loureiro, cardo santo, cedro, camomila, sempre-viva, olíbano, azevinho, visco, musgo, carvalho, pinhas, alecrim e sálvia.

Samhain - Roda sul 30 de Abril / 1º de Maio - Roda Norte 31 de Outubro

O Samhain (pronuncia-se "sou-en"), também chamado Halloween, Hallowmas, Véspera de Todos os Sagrados, Véspera de Todos os Santos, Festival dos Mortos e Terceiro Festival da Colheita, é o mais importante dos oito Sabbaths dos Bruxos. Como Halloween, é um dos mais conhecidos de todos od Sabbaths fora da comunidade wiccana e o mais mal-interpretado e temido.
Samhain celebra o final do Verão, governado pela Deusa. (O nome Samhain significa "Final do Verão".)
Samhain é também o antigo Ano Novo celta/druída, o ínicio da estação da cidra, um rito solene e o festival dos mortos. É o momento em que os espíritos dos seres amados e dos amigos já falecidos devem ser honrados. Houve uma época na história em que muitos acreditavam que era a noite em que os mortos retornavam para passear entre os vivos. A noite de Samhain é o momento ideal para fazer contato e receber mensagens do mundo dos espíritos.
Um antigo costume de Samhain na Bélgica era o preparo de "Bolos para os Mortos" especiais (bolos ou bolinhos brancos e pqeunos). Comia-se um bolo para cada espírito de acordo com a crença de que quanto mais bolos alguém comesse, mais os mortos o abençoariam.
Outro antigo costume de Samhain era acender um fogo no forno de casa, que deveria queimar continuamente até o primeiro dia da Primavera seguinte. Eram também acesas, ao pôr-do-sol, grandes fogueiras no cume dos morros em honra aos antigos deuses e deusas, e para guiar as almas dos mortos aos seus parentes. Diz-se que se acender uma vela de cor laranja à meia-noite no Samhain e deixa-la queimar até o nascer do sol traz boa sorte; entretanto, de acordo com uma lenda antiga, a má sorte cairá sobre todo aquele que fizer pão nesse dia ou viajar após o pôr-do-sol.
As Artes divinatórias, como a observação de bola de cristal e o jogo de runas, na noite mégica de Samhain, são tradições wicanas, assim como ficar diante de um espelho e fazer um pedido secreto.
Os alimentos pagãos tradicionais do Samhain são maçãs, tortas de abóbora, avelãs, Bolo para os Mortos, milho, sonhos e bolos de amoras silvestres, cerveja, cidra e chás de ervas.
Incensos: maçã, heliotrópico, menta, noz-moscada e sálvia.
Cores das velas: preta e laranja.
Pedras preciosas sagradas: todas as pedras negras, especialmente azeviche, obsidiana e ônix.
Ervas ritualísticas tradicionais: bolotas, giesta, maçãs, beladona, dictamo, fetos, linho, fumária, urze, verbasco, folhas de carvalho, abóboras, sálvia e palha.

A Roda do Ano

Os oitos Sabbaths celebrados a cada ano são cerimônias religiosas de comunhão com a Natureza. Somos nós, humanos, representando de forma ritualística o que está acontecendo com a Mãe Terra à época dos Sabbaths.
Os grandes Sabbaths antecedem os Sabbaths menores, com o objetivo de nos preparar para a próxima estação; preparar e celebrar a vinda de mais uma parte do ciclo da Roda do Ano.
Antigamente os Bruxos acreditavam que, se não comemorassem os Sabbaths, as estações não se sucederiam perfeitamente. Mais do que isso, hoje sabemos que comemorá-los compreendendo seu sentido nos aproxima e nos conecta à Natureza, acertando o passo entre nós, e, com isso, nos equilibrando.
Os quatros Sabbaths principais, ou grandes Sabbaths são: Imbolc, Beltane, Lammas e Samhaim. Os quatro Sabbaths menores são os Solstícios de Verão e de Inverno e os Equinócios de Outono e de Primavera.
Os Sabbaths são ocasiões em que os Bruxos celebram a Natureza, dançam, cantam, compartilham alimentos e bebidas, honrando as deidades da Religião Antiga. Em certas tradições wiccanianas, a Deusa é adorada nos Sabbaths de Primavera e do Verão, enquanto o Deus Chifrudo é homenageado nos Sabbaths de Outono e Inverno.

Lei Tríplice

"Tudo o que fizeres, a ti retornará triplicado!"
Tudo o que fizeres lhe retornará 3 vezes. Considerando que nos trabalhos mágicos direcionamos nossa energia para um determinado fim, se a energia que geramos causar algum prejuízo, intencionalmente ou não, esta mesma energia irá nos atingir por três vezes. Como se fosse um eco, repetidamente. Em contrapartida a premissa inversa também é verdadeira, se causar o bem, receberá o bem. Mas observe que não deverá fazer bons atos esperando que receba boas coisas em troca, estas energias boas ou ruins vem de seu íntimo e lhe retribuirá.

Wicca

É uma religião baseada na terra, ou seja, nos ensina a nos orientar pelas estações do ano, a preservar a Natureza, nos estimula a ter uma visão e uma participação ecológica. A Wicca é o culto à Grande Deusa Mãe e ao seu Consorte, o Deus Cornífero (favor não confundir com o demônio cristão, pois o paganismo desconhece esse "fenômeno"), resgatado dos primórdios da humanidade, antes do monoteísmo patriarcal. è uma religião que se encontra dentro de um movimento chamado Neopaganismo, que é o resgate das Religiões Antigas revisitadas e adaptadas aos dias atuais. Todas as formas de culto anteriores ao judaico-cristianismo foram chamadas de "pagãs", palavra que simplesmente significa "camponês", pois eram as pessoas do campo as mais arraigadas às suas práticas religiosas e que, por isso, mais relutavam em se converter ao culto a um único deus pai, sem a figura da Mãe.
O conjunto dessas crenças espirituais e praticas magicas começou a ser denominado "Bruxaria" e chegou a ser proibido por leis e seus praticantes perseguidos e mortos, no período da Inquisição e até depois dele. Durante todos esses séculos em que a liberdade religiosa foi suprimida os praticantes viveram nas sombras, ensinando em segredo aos seus descendentes e assim a continuidade foi garantida. No século XX, antropologos e outros pesquisadores, adeptos ou não, resgataram esses conhecimentos e puderam publica-los graças à diminuição das proibições, e assim, milhares de pessoas tomaram conhecimento de que nem sempre se cultuou apenas o Deus-Pai desprovido de sua contraparte feminina, e que, os que se identificam com um tipo de religiosidade "diferente" não são, necessariamente, adoradores do "mal".
Como o nome "Bruxaria" já estava estigmatizado, Gerald Gardner, um mago inglês egresso de ordens magicas importantes e que resgatou o culto a deusa e compilou suas descobertas após o fim da ultima lei que condenava a Bruxaria como crime, preferiu renomeá-la com a palavra do inglês arcaico que havia dado origem à palavra "Witch", essa palavra é Wicca.
A Wicca é uma religião de poucos dogmas, nada é proibido, apenas nos diz: "Desde que não prejudique a nada ou a ninguém, faça o que quiser!", pois "tudo o que fizer, bom ou mau, retornará a você triplicado".
A Natureza é a própria divindade, por isso, somos gratos a ela e demonstramos isso através de nossas festividade sazonais, os chamados "Sabaths". Apreciamos e nos guiamos pela lua, em todas as suas manifestações, e comemoramos também suas mudanças de fases; os rituais de lua cheia são os chamados "Esbaths".
A Wicca não possui nem deve possuir templos, pois nosso planeta inteiro é o nosso lugar sagrado. Não existe hierarquia formal entre seus seguidores, sendo todos sacerdotes e sacerdotisas a partir de suas iniciações, sem esquecer, claro, a gratidão e o respeito a quem nos ensina e orienta no nosso caminho de crescimento espiritual e na busca pelo nosso Eu.
Respeitamos todas as outras religiões e crenças, sem considerar a nossa a única verdade. Assim como em muitas outras religiões, também existem muitas diferentes Tradições na Wicca, com variações bem grandes entre elas, porém, de forma geral, todas ou quase, comungam dos princípios citados acima.