Tradições - Ultima Parte

terça-feira, 29 de outubro de 2013

  • Bruxaria Tradicional

Todo Bruxo tradicional dará uma definição diferente para este termo. Um Bruxo tradicional é aquele que frequentemente prefere o título de Bruxo a Wiccano e define os dois como caminhos muito diferentes. Um Bruxo tradicional fundamenta seu trabalho mágico em métodos históricos da tradição,  religiosidade e geografia de seu país.


  • Bruxaria Tradicional Ibérica

Uma bruxaria onde participam pessoas que habitam a região que compreende a península ibérica, principalmente Portugal e Espanha. Seus ancestrais adoravam os seus deuses, com cultos diferenciados entre tribos e regiões; eles amavam e respeitavam os lugares e espíritos da natureza, colhiam a caçavam com bravura e respeito. No passado a Península Ibérica foi palco das influências de vários povos entre eles: os Fenícios, Cartagineses, Suevos, Visigodos, Celtas (daí o rótulo Celtibero, palavra que representa mistura de povos Celtas e Ibéricos). As divindades nunca se mesclaram facilmente com as dos povos invasores. A adoração e o Ritual dos Deuses tem a ver com a Arte Antiga, hoje chamada por uns de "Tradicionalista" e claro, muito anterior a Wicca que vemos do autor Gardner e outros decorrentes. além disso,  é sabido o quanto Gerald Gardner percorreu por várias vezes a Espanha na busca do culto dos Antigos... e nunca os encontrou realmente, pois os grupos de bruxos conhecidos por Aquellares e Coevas (covens) são fechados e o que se fala para o exterior é cauteloso de acordo com as Leis Wiccanas! O espírito religioso dos romanos baseava-se na importação dos deuses das varias regiões conquistadas. Podemos citar a Grécia como exemplo disso. Todos os Deuses gregos foram importados dando origem a Deuses Romanos de poder, influência e semântica similares. Os romanos também querendo absorver "os poderes das tribos" conquistadas, apropriavam-se dos nomes dos Deuses locais e os aplicavam conforme as conveniências em sua cultura, sem contudo nestes Deuses romanos recém criados existir o verdadeiro sentido mágico-religioso. Assim aconteceu com a nossa Deusa Atégina que após a romanização, virou Proserpina, nome deveras conhecido na mitologia romana mas, muiro antes de Roma ser criada, os povos locais já conheciam a lenda da Descida da Deusa Atégina aos mundo interiores. Podemos notar também pela história que, cinco séculos antes de Roma, já havia chegado à Europa a cultura dos Gregos e dos Fenícios e, depois, dos Cartagineses que não forçaram os habitantes ibéricos com suas religiões, entretanto foram bastantes influentes na passagem de segredos e mistérios aos Sábios tribais dos Santuários primitivos já existentes na Península Ibérica. A tradição dos ibéricos tem uma ancestralidade reconhecida num vasto panteão autônomo, quase livre de influências exteriores, e nos variadíssimos vestígios históricos, que cada vez mais surgirão à luz dos homens. Não poderíamos ficar alheios também da importância trazida pelas culturas Fenícia, Cretense e Grega e cuja cultura resplandecente causou assombro e respeito aos povos nativos ibéricos do litoral português com os cultos de Baal Merkat e de Tanith de Cartago cultuada no seu local em Nazaré. O Panteão Ibérico é rico e tribal. os Deuses que compõem este panteão existem nas antigas regiões da Bética, da Lusitânia e da Calaecia, e entre várias Divindades, cultua-se: Endovélico - o Curador, Ategina - A Deusa Mãe, Trebaruna - A Guerreira e Protetora, Boncôncios - O Guerreiro, Tongoenabiagus - O Fertilizador, Tanira - A deusa das Artes, Nabica - A Ninfa das Florestas, Aernus - O Senhor dos ventos do Norte, Brigantés - a Deusa Guerreira (esta divindade é resultante da influência dos povos do Norte da Europa nas terras da Ibéria, a qual não têm nada a ver com Briga ou Brigit dos druidas e muito menos a ver com seus cultos). Os feiticeiros Ibéricos não seguem os atuais calendários usados na Wicca, mas sim os calendários vivos que a própria Tradição os ditou através do tempos. Nesta Tradição há 3 celebrações anuais básicas: o nascimento, o apogeu e o rito aos idos aonde visitam o Rio do Esquecimento, para cultuar seus antepassados. na Tradição Ibérica, o culto e dirigido a uma só Deusa ou a um deus e cada Divindade é adorada individualmente, salvo algumas exceções, não se aplicando a ritualística de Deusa e seu Consorte, tão difundida pela Wicca e não existe o conceito de deuses infernais, nem duos ou trindades de deuses.


  • Tradição Galesa de Gwyddonaid

Uma Tradição Galesa Céltica da Wicca, que adora o panteão Galês de  Deuses e Deusas. Gwyddonaid foi quem, grosseiramente, traduziu a ignóbil obra galesa "Árvore da Bruxa (Tree Witch)" e propagou esta forma de trabalhar magicamente.

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